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««Das Gavetas do Quarto»»
Sexta-feira, Março 23, 2007
 
Filmes locados nas últimas semanas

Sangue de um poeta (1930), Jean Cocteau;
E sua mãe também;
Os incompreendidos (1959), François Truffaut;
Fahrenheit 451 (1966), François Truffaut;
A noite americana (1973), François Truffaut;
Albergue espanhol;
Delicada relação;
Antes do anoitecer;
Repulsa ao sexo (1965), Roman Polanski;
Noivo neurótico, noiva nervosa (1977), Woody Allen;
Edifício Master, Eduardo Coutinho;
Último tango em Paris (1972), Bernardo Bertolluci;
Amor em cinco tempos, François Ozon;
Sorrisos de uma noite de amor (1955), Ingmar Bergman;
Persona (1966), Ingmar Bergman.

( 1:08:20 AM ) Desengavetado por Someone #


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Domingo, Janeiro 21, 2007
 
O último heterônimo

O poema é o autor do poeta.

(José Paulo Paes/1926-1998)

( 11:28:36 AM ) Desengavetado por Someone #


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Sábado, Dezembro 30, 2006
 
Despedida

E agora, meu caro bibliófilo aprendiz, de que mais podemos conversar? Já proseamos bastante (talvez demais, na sua opinião) e falta ainda muita coisa que eu gostaria de lhe dizer. Mas, prosa sobre livros não tem fim. Você já deve ter cansado. Quer fechar este livro e ir cuidar da vida. Se cuidar da vida é, para você, ganhar mais dinheiro, digo-lhe que não vale a pena. Ganhar muito dinheiro dá enfarte. Sempre haverá o bastante para comprar-se um livrinho ambicionado. O resto é vão e não vale o sonho imenso de quem gosta de livros raros.
Não vive verdadeiramente quem não gosta de dar uma prosa com um amigo ou ler um livro com vagar. Desejo-lhe que tenha sempre tempo para prosear sobre livros. Quando nos encontrarmos de novo, espero que seja você quem me conte coisas sobre livros e me diga os exemplares raros que já possui.

[MORAES, Rubens Borba de. O bibliófilo aprendiz. 4 ed. Brasília, DF/Rio de Janeiro: Briquet de Lemos/Casa da Palavra, 2005, p. 205.]

( 12:40:00 AM ) Desengavetado por Someone #


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Sábado, Novembro 04, 2006
 
Quase três meses de ausência. Falta de tempo? De palavras? De vontade? De necessidade? Silêncio. Ainda não sei o que me trouxe até aqui hoje. Talvez a resposta seja apenas esta: cansei de ler "Quinta-feira, Agosto 10, 2006" no post aí embaixo... Nada mais.

Já que apareci, resgato parte de um post de 21 de janeiro deste ano:

Está em cartaz Leitor por horas, no CCBB. Texto do espanhol José Sanchis Sinisterra. "Homem é contratado por pai de moça para ler", diz a sinopse. Até 26 de fevereiro. De quarta a domingo, às 19h. R$ 10,00.

Atualizações: a peça agora está no Teatro Villa-Lobos, em Copa, e custa o triplo (R$ 30,00), sexta e sábado, às 21h, domingo, às 20h. Não fui antes porque não consegui ingresso. Saí cedo de casa, mas já estava esgotado até o fim da temporada. Não conheço o Villa-Lobos, mas deve ser maior que o CCBB, não? Devo encontrar ingresso sem problemas. Além do mais, está mais caro do que antes. Ficará em cartaz até 17 de dezembro. Espero que consiga ir até lá.

( 3:20:14 PM ) Desengavetado por Someone #


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Quinta-feira, Agosto 10, 2006
 
Que mania feia... Agora vivo me arrependendo de certos posts. :-P

( 11:30:54 PM ) Desengavetado por Someone #


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Sábado, Julho 29, 2006
 
O escritor brinca com o corpo da mãe

Nenhum objeto está numa relação constante com o prazer (Lacan, a propósito de Sade). Entretanto, para o escritor, esse objeto existe; não é a linguagem, é a língua, a língua materna. O escritor é alguém que brinca com o corpo da mãe (remeto a Pleynet, sobre Lautréamont e sobre Matisse): para o glorificar, para o embelezar, ou para o despedaçar, para o levar ao limite daquilo que, do corpo, pode ser reconhecido: eu iria a ponto de desfrutar de uma desfiguração da língua, e a opinião pública soltaria grandes gritos, pois ela não quer que se "desfigure a natureza".

[BARTHES, Roland. O prazer do texto. São Paulo: Perspectiva, 2002, p. 46.]

( 3:08:21 PM ) Desengavetado por Someone #


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Quarta-feira, Junho 28, 2006
 
[Não consegui pensar em um título]

Hoje eu precisava deles. Olhei para a estante e só encontrei buracos negros, digo, marrons. Um vazio escuro e desolador. Não os encontrei. Foram parar em caixas de papelão pela manhã. A essa altura já estarão num quarto escuro e vazio, sem qualquer suporte de prateleira, sem contato algum, apenas numa caixa sobre o chão de um quarto ermo. Guardei todos os livros de poesia. Como pude supor que (sobre)viveria sem eles? "Literapia" é o nome de uma crônica que li um dia. Hoje descobri que também é nome de uma revista do Nordeste. Sempre gostei do nome. Apesar de já ter pensado em uma junção prática para literatura e poesia, nunca me ocorreu "literapia". Também já pensei em poesia mais terapia: "poeterapia"? Ainda acho "literapia" mais convincente, abrange tudo, prosa e poesia. Mas eu queria agora meus livros de poesia de volta. Olhei para a Obra poética, de Pessoa, e pensei: "Já guardei Ricardo Reis e Álvaro de Campos, deixarei a obra completa por aqui, vou levá-la por último". Pensei apenas. Num ímpeto suicida, guardei tudo. Tudo. Só me restaram livros de crítica, dicionários e gramáticas. Nada.

( 11:23:27 PM ) Desengavetado por Someone #


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Quinta-feira, Junho 15, 2006
 
Saldo do meu aniversário:

1. A cidade sitiada, Clarice Lispector;
2. O encontro marcado, Fernando Sabino;
3. Sobre o ofício do escritor, Schopenhauer;
4. Um gel anti-séptico para as mãos. :-P

( 11:59:22 PM ) Desengavetado por Someone #


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Sábado, Junho 10, 2006
 
Mitos

Nossa, consegui ficar um mês inteirinho sem escrever qualquer coisa por aqui. Em outros tempos, isso seria inimaginável. Assim como, em outros tempos, também seria inimaginável acordar todos os dias às 8h30, no primeiro tempo e, definitivamente, por volta das 9h30. Só não consigo compreender muito bem por que é tão difícil para as pessoas destruírem imagens "antigas". No início da semana, liguei para a minha cunhada por volta das 10h. Desde o aniversário dela (8 de maio), estávamos tentando combinar algo. Com o meu na semana passada, resolvemos marcar um almoço ontem. Bom, liguei no início da semana para passar de quarta-feira, dia combinado inicialmente, para sexta. Ouvi: "Ah, eu ia te ligar para confirmar, mas estava esperando dar 1h [da tarde, claro], não é quando você acorda?". Se ela soubesse há quantos anos eu não acordo mais tão tarde assim. Aliás, até em outros tempos, não era uma constante. Passei boa parte da minha vida acordando às 11h, ao meio-dia, mas, puxa, ninguém faz isso ad eternum. Ontem, ainda tive de ouvir: "Estranhei quando vi uma chamada sua com o horário das 9h30 hoje". Não. Duas vezes na mesma semana? Pelo menos tive a oportunidade de explicar pessoalmente algumas mudanças.
Sempre tive duas famas: acordar tarde e demorar no telefone. Nada disso mais funciona. Aliás, ultimamente eu evito dar meu número para pessoas "novas" ou "antigas" que me reencontram. Quando muito, passo o celular. Não tenho mais paciência para longas horas ao telefone. Se for um bate-papo rápido, ou até longo, desde que não seja sempre, tranqüilo. Tenho preferido, no entanto, bate-papos "reais", embora, admito, não encontre meus amigos com a freqüência de que gostaria. As pessoas poderiam estar mais atentas ou sensíveis às mudanças das outras. Se gostam de rotular, que pelo menos saibam trocar os rótulos.
Ainda estou bastante longe de me entender com o tempo de forma geral, mas tenho feito progressos. ;-)

( 12:14:01 PM ) Desengavetado por Someone #


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Domingo, Abril 30, 2006
 
Pequeno poema didático

O tempo é indivisível. Dize,
Qual o sentido do calendário?
Tombam as folhas e fica a árvore,
Contra o vento incerto e vário.

A vida é indivisível. Mesmo
A que se julga mais dispersa
E pertence a um eterno diálogo
A mais inconseqüente conversa.

Todos os poemas são um mesmo poema,
Todos os porres são o mesmo porre,
Não é de uma vez que se morre...
Todas as horas são horas extremas!

(Mário Quintana)

( 7:04:56 PM ) Desengavetado por Someone #


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Domingo, Abril 23, 2006
 
Someone e o taxista

Sexta-feira, 21 de abril, feriado: eu e Naivefire saíamos do CCBB... Havia dois carros na porta. Perguntaram se queríamos táxi, dissemos que sim e entramos em um deles.

Some: Boa noite... Seria para a estação de metrô mais próxima, por favor.
(Naive e o taxista conversaram sobre qual seria a estação e chegaram a um acordo: Uruguaiana.)
Taxista: É muito perto... Vocês vão para onde?
S: Irajá.
N: Aí fica muito longe...
T (ao se aproximar da estação): Não acredito que vocês me tiraram de lá só para vir até aqui...
S: É o seu trabalho.
T: Como todo trabalho, esperamos fazer bons negócios.
S: O senhor tinha a opção de falar que até aqui não nos traria.
T: Vocês já estavam dentro do carro, seria indelicadeza da minha parte.
S: Está sendo indelicado agora.
T: Estamos em uma sociedade, acho que se eu não puder comentar...
S: Sim, claro, e eu também posso responder.
(Chegando à estação...)
N: Ih, está fechada...
T: Para onde eu vou com vocês agora?
S: Vamos ficar aqui.
T: Agora tô preocupado em deixar vocês aqui...
S (pagando): Boa noite e boas corridas para o senhor (tom irônico).

( 8:56:41 PM ) Desengavetado por Someone #


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Quarta-feira, Abril 19, 2006
 
Às vezes sinto uma vontade absurda de esvaziar minha mente escrevendo. Porém, só fracasso. Não chego a me armar com papel, caneta ou lapiseira, nem mesmo ligo o computador, abro o editor de textos e deixo as mãos a postos. Não. A vontade dá – nada é feito – e passa. Minhas vontades sempre tiveram vida e morte próprias. Nunca dependeram de mim de verdade. Eu as tenho, claro; todavia, não as executo. Vontades vêm. Vontades vão. Quase nunca são imperativas. Pelo menos nunca o foram quando senti vontade de ir a uma praia deserta e me embebedar até o pôr do sol. Nunca o foram quando senti vontade de experimentar um cigarro (e não um "baseado") pela primeira vez. Já me imaginei usando drogas ilícitas, mas vontade mesmo eu nunca tive. Quando o incômodo e o cansaço me eram insuportáveis, pensava em fazer uma daquelas coisas na praia. Talvez nunca o tenha feito por preguiça de ir de casa até lá, por medo de ir sozinha – embora não quisesse dividir o momento com alguém –, então a vontade e a imaginação bastavam. Já fiquei bêbada; já experimentei um cigarro, mas nada aconteceu no ambiente idealizado. Hoje a fantasia acabou. Meu ópio são meus pensamentos inebriantes.

( 10:13:43 PM ) Desengavetado por Someone #


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Sexta-feira, Abril 14, 2006
 
Como vão as coisas

Não sei se já perceberam: a vontade de deixar algo escrito por aqui é praticamente nula. Há tanta coisa que deixei de registrar neste espaço. Não sinto a mesma necessidade de antes. Apesar de falar relativamente pouco com a minha analista, ela agora ocupa a função do blog. ;-) Não, não é a melhor justificativa. Talvez seja melhor dizer que meu momento de vida é outro, bem diferente de quando comecei a deixar externações lineares virtuais.
O que posso dizer para atualizar quem só tem notícias de mim por aqui? :-P No dia 6 de março, "saí do armário" para a minha mãe. Queria falar um pouco mais sobre isso, mas estou sem paciência no momento. Bom, se estou aqui para contar a história, não foi traumático. Apesar de a reação da minha mãe ter-me surpreendido, ainda não está dentro de um ideal. Não perdi o seu amor – meu maior medo antes de contar –, mas não ganhei maior proximidade ou intimidade. Na verdade, nossa relação continua como antes, com a diferença de que agora ela sabe que, sim, eu namoraria/namoro uma mulher. Talvez tenha mudado mais para ela: a certeza do que antes era apenas uma desconfiança não lhe caiu bem. Por outro lado, senti um alívio e uma leveza muito grandes, amei sua reação e me senti até envergonhada por em algum momento ter duvidado de seu sentimento por mim. Porém, hoje, pouco depois de um mês, sinto falta de algumas coisas. Fazer o quê? Nem tudo é perfeito. Não dá para ter tudo. De qualquer forma, não tenho do que reclamar: o saldo foi positivo. Para quem estava sem paciência, até que falei bastante. Deixo os "detalhes" para outro momento, talvez.

( 10:46:18 PM ) Desengavetado por Someone #


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Domingo, Abril 02, 2006
 
Ando meio assim

Anti-sociável. Cansada. Indecisa...

( 6:03:08 PM ) Desengavetado por Someone #


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Quinta-feira, Março 23, 2006
 
Imperdível

Entrada franca e única apresentação de:

O processo, 28 de março, às 19h, na Escola da Magistratura do Estado do Rio de Janeiro (Emerj), com Tuca Andrada.

Distribuição de ingressos para o público interno: de 20 a 24 de março, das 12h às 18h; para o externo, 28 de março, às 18h.

Após a apresentação, debate com José Henrique e Modesto Carone.

( 10:44:33 PM ) Desengavetado por Someone #


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Terça-feira, Março 21, 2006
 
E a campanha fracassou...

Não encontrei meu celular. Tive de me render a um novo número (bem fácil, por sinal). Espero que não tenha me esquecido de ninguém por e-mail.

( 11:29:20 AM ) Desengavetado por Someone #


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Impressões

Ontem tive uma aula desanimadora sobre um poema da Florbela Espanca ("Ser poeta"). O professor, a cada estrofe, só nos perguntava onde estava a antítese. Nem a leitura do poema estava de acordo, era verso por verso, sem considerar o enjambement. Por um segundo pensei em cancelar a disciplina. Ainda terei mais cinco aulas sobre outros poemas. Se forem como as de ontem, socorro! Só não cancelei porque não pretendo fazer de manhã no próximo semestre. Sacrifício inútil. Espero que o professor melhore na prosa (embora eu prefira poesia). Enquanto isso, que eu sobreviva até lá...

Ser poeta

Ser poeta é ser mais alto, é ser maior
Do que os homens! Morder como quem beija!
É ser mendigo e dar como quem seja
Rei do Reino de Aquém e de Além Dor!

É ter de mil desejos o esplendor
E não saber sequer que se deseja!
É ter cá dentro um astro que flameja,
É ter garras e asas de condor!

É ter fome, é ter sede de Infinito!
Por elmo, as manhãs de oiro e de cetim...
É condensar o mundo num só grito!

E é amar-te, assim, perdidamente...
É seres alma, e sangue, e vida em mim
E dizê-lo cantando a toda a gente!


( 11:28:23 AM ) Desengavetado por Someone #


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Quarta-feira, Março 01, 2006
 
Constatação

Estou a menos de duas semanas de começar o nono período na faculdade de letras (português/literaturas) e só agora me dei conta de que não tenho a menor vocação para o magistério. Desde quando comecei, apesar de ouvir de todos "como você dará aula se não apresenta sequer um seminário para sua própria turma?", sempre me defendi: "É diferente, nem me preocupo com isso, acho que depois será tranqüilo, sempre quis dar aula". Agora, no último ano do bacharelado, eu digo: "Não, eu não nasci para dar aula, não quero". E me pergunto: "Vale a pena encarar uma licenciatura só para dizer que a fiz?". Melhor deixar para responder quando estiver mais perto. Porém, só neste período eu me inscrevi em três disciplinas teóricas (já fiz duas); no total são doze, incluindo as práticas de ensino no CAp. Vale a pena o "sofrimento"?
:-/

( 11:59:48 PM ) Desengavetado por Someone #


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Quinta-feira, Fevereiro 23, 2006
 
Campanha

Por favor, alguém me ajuda a encontrar meu celular? Ligue(m) à vontade em horários variados para 8138-3867, depois, se alguém (ou alguma voz do além) atender, peça(m) encarecidamente para me devolver o telefone. ;-)
Desde ontem meu celular sumiu. Saí de casa e na rua senti sua falta: "Ah, deixei em casa, claro" – pensei. Cheguei... e nada.
Não sei o que pode ter acontecido. Meu irmão acha que fui assaltada e não quero contar. Alguém tem uma idéia melhor? ;-)

( 12:22:33 AM ) Desengavetado por Someone #


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Domingo, Fevereiro 19, 2006
 
Seis personagens à procura de um autor, Luigi Pirandello (1867-1936)

Em linhas bem gerais: um diretor de teatro está ensaindo uma peça com os seus atores, até que seis personagens (Pai, Mãe, Filho, Enteada, Rapazinho e Menina) "invadem" o ensaio e tentam convencer o diretor de que a história de suas vidas é um drama muitíssimo interessante. Com alguma relutância, o diretor resolve ouvi-los. Depois, chama seus atores e pede para que estes representem "os personagens".
Como prometi, alguns trechos. A ordem só foi respeitada quando aparece mais de uma fala sem o traço central para separar.
______

Pai: Isso mesmo, [seis personagens] desperdiçados! (Ao diretor) No sentido de que o autor que nos criou vivos não quis, em seguida, ou não pôde, materialmente, colocar-nos no mundo da arte. E foi um verdadeiro crime, porque quem tem a ventura de nascer personagem vivo pode rir até da morte. Não morre! Morrerá o homem, o escritor, instrumento da criação; a criatura não morre nunca! E, para viver eternamente, nem sequer precisa possuir dotes extraordinários ou realizar prodígios. Quem era Sancho Pança? Quem era Dom Abbondio? No entanto, eles vivem na eternidade, porque, germes vivos, tiveram a felicidade de encontrar a matriz fecunda, a eternidade!
______

Pai: Sim, frases! Como se não fosse o consolo de todos, diante de um fato inexplicável, diante de um mal que nos aflige, encontrar uma palavra que não diz nada e nos apazigua!
______

Pai: Mas todo o mal está nisso! Nas palavras. Todos trazemos dentro de nós um mundo de coisas: cada qual tem o seu mundo de coisas! E como podemos entender-nos, senhor, se, nas palavras que eu digo, coloco o sentido e o valor das coisas como são dentro de mim, enquanto quem as ouve lhes dá, inevitavelmente, o sentido e o valor que elas têm para ele, no mundo que traz consigo? Achamos que nos entendemos... e nunca nos entendemos! Veja: a minha compaixão, toda a minha compaixão por esta criatura (aponta a Mãe), ela a considerou a mais terrível das crueldades!
______

Pai: Se nos fosse dado prever todo o mal que pode nascer do bem que pensamos fazer!
______

Pai: (...) Senhor, cada um se veste com a sua dignidade por fora, diante dos outros; mas dentro de si sabe muito bem tudo de inconfessável que se passa no seu íntimo. Nós cedemos à tentação, para reerguer-nos logo depois, Deus sabe como!, com grande pressa de recompor, inteira e sólida, como quem coloca uma pedra sobre um túmulo, a nossa dignidade, que oculta e sepulta aos nossos próprios olhos todo sinal e até mesmo a lembrança da vergonha! É assim com todos! O que falta é apenas a coragem de dizer certas coisas!
______

Pai: E a mulher... sim, a mulher, em verdade, como é? Ela nos olha, provocante, convidativa... E quando a agarramos, mal a apertamos contra nós, fecha logo os olhos. É o sinal da sua submissão. O sinal com que diz ao homem: 'Fique cego; eu estou cega!'.
______

Pai: Para mim, o drama está todo nisso: na convicção que tenho de que cada um de nós julga ser 'um', o que não é verdade, porque é 'muitos'; tantos quantas são as possibilidades de ser que existem em nós: 'um' com este; 'um' com aquele, completamente diferentes! E, no entanto, com a ilusão de ser sempre 'um para todos', e sempre 'aquele um' que acreditamos ser em cada ato nosso. Mas não é verdade! Percebemos bem isso quando, em quaisquer de nossos atos, por um acontecimento infeliz, ficamos como enganchados e suspensos e nos damos conta de não estarmos por inteiro naquele ato e que seria, portanto, uma terrível injustiça julgar-nos só por isso, manter-nos enganchados e suspensos no pelourinho durante uma vida inteira, como se toda ela se resumisse naquele ato!
______

Filho: Acredite, senhor, acredite que sou um personagem não 'realizado' dramaticamente, e que estou mal, muitíssimo mal, na companhia deles! Deixem-me sossegado!
______

Pai: Não, senhor: apenas o que cada qual representa, no papel que escolheu ou que os outros lhe deram na vida. E depois, em mim, é a própria paixão que se torna sempre, por si mesma, um pouco teatral, como em todos...
______

Diretor: Certo, 'os personagens'. Mas, aqui, meu caro senhor, quem representa não são os personagens. Quem representa aqui são os atores. Os personagens ficam ali, no texto (indica a caixa do ponto)... quando existe um texto!
______

Pai: (...) Mas o senhor faça como quiser. Não sei mais o que dizer... Já estou começando a ouvir as minhas próprias palavras como se soassem falsas, com outro som...
______

Pai: Não temos a nossa expressão?
Diretor: De jeito nenhum! Aqui ela se torna matéria à qual dão corpo e aspecto, voz e gesto, os atores que, não se esqueça, têm sabido dar expressão a matérias bem mais elevadas. A de vocês é tão pequena que, caso se mantenha em cena, o mérito será totalmente dos meus atores.
______

Pai: Exatamente, os atores! E os dois interpretam bem os nossos papéis. Mas acredite que a nós parece outra coisa, que quer ser a mesma e, contudo, não é.
______

Diretor: (...) Como seria cômodo se cada personagem pudesse, num lindo monólogo, ou... sem mais nem menos... numa conferência, vir despejar, diante do público, tudo o que ferve no seu íntimo! (...)
______

Pai: Um personagem, senhor, pode sempre perguntar a um homem quem ele é. Porque um personagem tem, verdadeiramente, uma vida sua, assinalada por caracteres próprios, em virtude dos quais é sempre 'alguém'. Enquanto um homem, não me refiro ao senhor agora, um homem, assim, em geral, pode não ser ninguém.
______

Pai: Oh! Nada, senhor. Fazê-lo ver que, se nós (indica-se e aos outros Personagens, a não ser a ilusão, não temos outra realidade, é conveniente que o senhor também desconfie da sua realidade, dessa que o senhor hoje respira e toca em si, porque, com a de ontem, está destinada a que amanhã descubra que não passa de ilusão!
Diretor (resolvendo levar na brincadeira): Muito bem! E, diga, ainda mais que, com esta peça que vem representar aqui, diante de mim, o senhor é mais real e verdadeiro do que eu!
Pai (com muita sinceridade): Quanto a isso não há dúvida alguma, senhor!
______

Pai: Mas a nossa [realidade] não [muda]! Está vendo? A diferença é esta! Não muda, não pode mudar, nem ser outra, nunca, porque já está fixada para sempre (é terrível senhor!), esta realidade imutável, que devia fazê-los arrepiar ao se aproximarem de nós!
______

Pai: Jamais viu, senhor, porque os autores costumam ocultar os tormentos da sua criação. Quando os personagens são vivos, de fato vivos, diante do seu autor, este não faz outra coisa a não ser segui-los, nas palavras, nos gestos que eles lhe propõem. E é necessário que ele os queira como eles querem ser; e ai dele se não fizer isso! Quando um personagem nasce, adquire logo tal independência, até mesmo em relação ao seu autor, que pode ser imaginado por todos, em outras várias situações, nas quais o autor nem pensou colocá-lo, e adquirir também, às vezes, um significado que o autor jamais lhe pensou dar!
______

Filho: Foi ele que quis vir, arrastando-nos a todos e prestando-se até a combinar lá, junto com o senhor, não só o que realmente aconteceu, mas, como se não bastasse, o que nunca se passou!...

( 5:57:53 PM ) Desengavetado por Someone #


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Quinta-feira, Fevereiro 16, 2006
 
Tempestade à vista

Hoje terminei de ler Seis personagens à procura de um autor, a única coisa boa do dia. Depois ponho alguns trechos por aqui, aliás, esse era meu propósito inicial, até digitei os mais interessantes, mas fica para outro post.
Se fosse escolher uma palavra para caracterizar os últimos dias, ficaria em dúvida entre cansaço e desânimo. Quando se está cansado, pelo menos sobra alguma disposição para fazer coisas que dão algum tipo de prazer. Deixei todos os meus desejos e vontades em segundo plano, falta de ânimo para tudo. Não vi os filmes que gostaria, não assisti à peça alguma, pelo menos Pirandello me consolou. A leitura da peça ocupou-me a tarde de ontem e a de hoje, quando poderia tê-la lido em apenas um dia, mas, diante do meu estado, até que foi uma proeza. Queria ter lido mais alguma peça, grega, de preferência, mas voltou o cansaço... Entreguei-me a ele e a um pouquinho de mau humor...

( 12:11:14 AM ) Desengavetado por Someone #


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Terça-feira, Fevereiro 14, 2006
 
Vozes da infância

Ontem minha cunhada foi assaltada... Minha sobrinha, hoje, conversando com a minha mãe, disse algo parecido com: "Vó Dinha, a gente tem que seguir o ladrão para falar com a mãe dele que ele não pode fazer isso, ela tem que brigar com ele". :-)

( 12:34:19 PM ) Desengavetado por Someone #


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Domingo, Fevereiro 12, 2006
 
Distração
(Christiaan Oyens e Zélia Duncan)

Se você não se distrai, o amor não chega
A sua música não toca
O acaso vira espera e sufoca
A alegria vira ansiedade
E quebra o encanto doce
De te surpreender de verdade
Se você não se distrai, a estrela não cai
O elevador não chega
E as horas não passam
O dia não nasce, a lua não cresce
A paixão vira peste
O abraço, armadilha

Hoje eu vou brincar de ser criança
E nessa dança, quero encontrar você
Distraído, querido
Perdido em muitos sorrisos
Sem nenhuma razão de ser
Olhando o céu, chutando lata
E assoviando Beatles na praça
Hoje eu quero encontrar você

Se você não se distrai,
Não descobre uma nova trilha
Não dá um passeio
Não ri de você mesmo
A vida fica mais dura
O tempo passa doendo
E qualquer trovão mete medo
Se você está sempre temendo
A fúria da tempestade

(Dedicada ao irmão Luiz Otávio)

( 1:05:58 PM ) Desengavetado por Someone #


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Sábado, Fevereiro 11, 2006
 
Sonho

Essa noite sonhei com uma ex-namorada. Culpa da Naivefire, que ontem resolveu fazer uma análise tipológica das pessoas que já namorei. Apesar das obviedades, nunca havia parado para pensar. Realmente as semelhanças são grandes, não de personalidade. Naivefire também apareceu no sonho, na verdade, foi quem identificou a "figura". Por um instante pensei em me esconder, mas logo desisti da idéia. Segundos depois, além de nós duas, meus pais e avós apareceram na casa dela (só em sonho mesmo). Lá, a atual namorada, parentes e amigos me cumprimentaram. Acordei com uma vontade absurda de dizer-lhe um milhão de coisas que não disse oniricamente. Como a coragem é inexistente, mandei-lhe um e-mail com o relato onírico y otras cositas más. Antes que me dêem uma bronca, não escrevi nada de mais, tá? :-P
Engraçado: quando penso em tudo o que já vivi (nossa, até parece que foi muuuuita coisa), parece que estou namorando pela primeira vez agora.

( 1:13:21 PM ) Desengavetado por Someone #


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Atendendo a pedidos, aqui estou...

Um fato: não sinto mais a necessidade de escrever neste espaço. Não é porque todos desapareceram, pois antes, mesmo sem sistema de comentários, minha necessidade de deixar externações linerares falava mais alto e eu sempre escrevia. Agora, não sei o que acontece. Faltam-me disposição, vontade, paciência, desejo, enfim, falta tudo. Porém, enquanto ainda restarem parcos leitores interessados, Someone fará uma forcinha... Afinal, sempre acaba sendo bom: saem coisas não planejadas que por vezes me causam muita surpresa. Oh! :-P

( 1:03:10 PM ) Desengavetado por Someone #


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Sábado, Janeiro 21, 2006
 
Orkut, filme, teatro etc.

Não entrava por lá faz tempo, qual não foi minha surpresa ao descobrir que a comunidade criada por mim está com quase 400 pessoas. Ninguém comenta, ninguém participa, mas ela está crescendo... ;-) Quem quiser visitar: Livros, leituras e leitores.
Agora, uma dica. O filme da comunidade (Uma leitora bem particular) não tem nada a ver com a peça, eu apenas acho que lembra um pouco. Está em cartaz Leitor por horas, no CCBB. Texto do espanhol José Sanchis Sinisterra. "Homem é contratado por pai de moça para ler", diz a sinopse. Até 26 de fevereiro. De quarta a domingo, às 19h. R$ 10,00.
Irei assim que sair da clausura. ;-)

( 11:19:37 PM ) Desengavetado por Someone #


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Com feriado

Pois é... Acabei ficando "sem o feriado" apenas para encarar as intermináveis páginas que ainda me restam pela frente. Resolvi ir à praia. Meu pai, mãe, irmão, cunhada e sobrinha iriam, menos eu. Todos prontos, quase saindo, mudei de idéia. :-P
Não posso considerar uma ida à praia completa porque não entrei na água. Estava geladíssima! Ter corrido e andado alguns quilômetros pela areia contam? Fiz isso com o meu irmão, ou melhor, tentei, ele cansou rapidinho. Eu também, confesso. Andamos bem, mas na hora da corrida... Ambos fora de forma. :-)
Puxa, não dou um mergulho na praia desde 1998... Ainda não foi dessa vez. Agora vem a parte principal: por que Someone foi à praia? Barganha: minha sobrinha queria muuuuuito que eu fosse, então, eu troquei a ida à festa de aniversário dela, no próximo sábado (28), pela praia ontem. ;-) Espero que se lembre disso quando perguntar aos pais ou a mim daqui a alguns anos por que não fui a seu sexto aniversário. :-) Ah, de alguma forma eu irei cumprimentá-la pessoalmente, como sempre faço, só não quero aparecer com todo mundo junto.

( 11:22:45 AM ) Desengavetado por Someone #


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Quinta-feira, Janeiro 19, 2006
 
Sem férias e sem feriado

Como este espaço é terapêutico e eu não fui à última sessão de análise, preciso lamuriar por aqui. Há quase duas semanas eu não faço outra coisa senão revisar. Depois de entregar um livro na segunda-feira, dei início a outro na quarta, pois de segunda para terça ainda tive de resolver uma pendência do anterior. O atual comporta doze artigos relacionados à ditadura e à democracia no Brasil. Estou no quinto deles. A cada texto eu penso que o próximo será melhor. Doce ilusão. O pior é que eu tenho de entregar tudo até o dia 30 deste mês, e não o farei sem ler no mínimo duas vezes. Clausura total até lá. E acabou o mês. mês.

( 5:56:33 PM ) Desengavetado por Someone #


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Sábado, Janeiro 14, 2006
 
Romain Rolland (1866-1944)

Quando a ordem é injusta, a desordem é já um princípio de justiça.

( 2:16:17 PM ) Desengavetado por Someone #


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Papinho acadêmico

A Uerj divulga os horários para o próximo semestre, mas não atualiza o calendário. Parece que as aulas só vão começar em março, antes, no entanto, já nos faz sofrer com a escalação dos professores. Bom, por enquanto não tenho do que reclamar, só, como já era de se esperar, não pegarei disciplinas de manhã. Os professores não são nada animadores, e eu não tenho pressa.

( 11:17:20 AM ) Desengavetado por Someone #


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Que coisa mais sem graça o sundae de ovomaltine! Deixei mais da metade no copo. Prefiro o bom e velho sundae de chocolate sem castanha! ;-)

( 11:11:30 AM ) Desengavetado por Someone #


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Quinta-feira, Janeiro 12, 2006
 
Dor elegante
(Itamar Assumpção/ Paulo Leminski)

Um homem com uma dor
É muito mais elegante
Caminha assim de lado
Como se chegando atrasado
Andasse mais adiante
Carrega o peso da dor
Como se portasse medalhas
Uma coroa, um milhão de dólares
Ou coisa que os valha

Ópios, édens, analgésicos
Não me toquem nessa dor
Ela é tudo que me sobra
Sofrer vai ser a minha última obra

Ela é tudo que me sobra
Viver vai ser a nossa última obra

( 4:17:01 PM ) Desengavetado por Someone #


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Quinta-feira, Janeiro 05, 2006
 
Chove muito, chove excessivamente...
Chove e de vez em quando faz um vento frio...
Estou triste, muito triste, como se o dia fosse eu.

Num dia no meu futuro em que chova assim também
E eu, à janela, de repente me lembre do dia de hoje,
Pensarei eu "ah, nesse tempo eu era mais feliz"
Ou pensarei "ah, que tempo triste foi aquele"!
Ah, meu Deus, eu que pensarei deste dia nesse dia
E o que serei, de que forma; o que me será o passado que é hoje só presente?...
O ar está mais desagasalhado, mais frio, mais triste
E há uma grande dúvida de chumbo no meu coração...

(Álvaro de Campos)

( 11:26:52 PM ) Desengavetado por Someone #


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Domingo, Janeiro 01, 2006
 
Inevitável

Embora 2006 seja uma continuação do ano que passou, assim como sou uma continuação (melhorada?) de mim desde que nasci, inevitável não fazer um balanço de 2005.
Apesar dos momentos de alguma dor (minha avó paterna morreu, minha mãe adoeceu), não posso dizer que foi um ano complicado. Coisas muuuuito boas aconteceram: conheci Coisa Engraçada, terminei a iniciação científica, sobrevivi a duas falas em público, consegui um estágio na editora (que felizmente não abrirá amanhã, agora, só sexta) etc.
Não vi meus amigos com a freqüência de que gostaria, o que entra na lista dos pontos negativos do ano. Quem eu vi o maior número de vezes achou pouco e desistiu de mim. Algumas pessoas são engraçadas. Fazer o quê? :-P Felizmente os mais próximos continuam próximos e seguem me compreendendo (ou tentando, o que já é alguma coisa). Só espero que vocês nunca vejam meu problema com o tempo como "descaso" ou falta de importância. A cada ano que passa, mais tenho a certeza de que sempre estarão ao meu lado. Não desejo a distância dos senhores. ;-)
Não há planos para 2006. Só espero terminar a faculdade, pelo menos o bacharelado, e também ter algum momento de iluminação e decidir o que fazer da vida. :-P Continuo com a mesma dúvida cruel do início: língua ou literatura, eis a questão. Um dia eu me decido (ou não). ;-)

( 8:07:50 PM ) Desengavetado por Someone #


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Primeira compra do ano



Someone anda muito consumista. Não resisti. :-) Ah, comprei em dez vezes. :-P

( 7:59:40 PM ) Desengavetado por Someone #


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Sábado, Dezembro 31, 2005
 
Até 2006

Estou sem muita vontade de fazer um balanço de 2005. Como todos estão cansados de saber, o que vai acontecer de hoje para amanhã, para mim, é apenas a troca de calendário, novo ano mesmo só depois do meu aniversário. :-P De qualquer forma, isso não me faz insensível a toda a energia do momento, nem sou tão radical a ponto de não desejar um feliz ano novo (ou ano-novo) a todos. Espero de verdade que vocês tenham um ano bastante positivo, não importa se com coisas boas ou ruins acontecendo, pois depende sempre de como as recebemos (momento auto-ajuda de Someone!). ;-) Saúde, paz, amor, trabalho, sabedoria, equilíbrio, paciência mais o que cada um julgar melhor para si é tudo o que desejo! :-) Grande beijo!
Para quem quiser um pouquinho de poesia, procure os poemas "Passagem do ano" e "Receita de ano novo", Drummond. ;-)

( 2:32:27 PM ) Desengavetado por Someone #


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Errata

Bem que eu estava achando estranho... Acabei de ler no post relacionado ao balanço do ano em 2003: "Aumentei o número de idas ao cinema: foram 59 vezes contra 25 em 2002". Pois é. Em 2003 eu realmente "exagerei". Quando conseguirei me superar? Puxa, só consegui 40 este ano... Vamos ver o que me reserva 2006. ;-)

( 1:48:33 AM ) Desengavetado por Someone #


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Filmes 2005

Eu achava que em 2003 havia assistido a mais filmes. Na verdade, o único "feito" foi ter visto 21 em menos de duas semanas. No total foram 38; em 2004, 33. Agora eu me superei um pouquinho. Porém, considerando que dois filmes (12 e 13) eu (não) vi no mês em que conheci Coisa Engraçada, podem ser retirados da lista dos realmente vistos. ;-)
Preciso passar a anotar os que eu vejo em casa (TV/DVD/VHS). Não tenho qualquer controle. Pronto: uma meta para 2006. :-P

1) 6 jan. – Edukators, Estação Botafogo;
2) 9 jan. – O grito, Nova América;
3) 14 jan. – Meu tio matou um cara, Nova América;
4) 15 jan. – Os incríveis, Botafogo Praia Shopping;
5) 27 jan. – Confidências muito íntimas, Unibanco;
6) 1.º fev. – Closer: perto demais, Estação Botafogo;
7) 2 fev. – Desde que Otar partiu, Unibanco;
8) 10 fev. – Machuca, Museu da República;
9) 11 fev. – Menina de ouro, Nova América;
10) 12 fev. – Jogos mortais, UCI;
11) 24 fev. – Em busca da Terra do Nunca, Nova América;
12) 8 abr. – O clã das adagas voadoras, Unibanco;
13) 10 abr. – Maria cheia de graça, Estação Botafogo;
14) 29 abr. – O amor à tarde, Estação Botafogo;
15) 29 abr. – Minha noite com ela, Estação Botafogo;
16) 2 maio – O amor à tarde, Estação Botafogo;
17) 24 maio – O operário, Estação Botafogo;
18) 14 jun. – Melinda e Melinda, Unibanco;
19) 16 jun. – A janela da frente, Museu da República;
20) 8 jul. – 9 canções, Unibanco;
21) 16 jul. – Fome de viver, Estação Botafogo;
22) 18 jul. – Inconscientes, Unibanco;
23) 25 jul. – Um filme falado, Museu da República;
24) 25 set. – Factótum, Estação Botafogo;
25) 28 set. – Sobre pais e filhos, Paissandu;
26) 20 out. – Rainhas, Unibanco;
27) 25 out. – A noiva-cadáver, São Luiz;
28) 28 out. – Da cama para fama, Unibanco;
29) 28 out. – Vida de menina, Unibanco Arteplex;
30) 18 nov. – Jogos mortais 2, Shopping Tijuca;
31) 9 dez. – Vinicius, Unibanco;
32) 9 dez. – Quase um segredo, Unibanco;
33) 13 dez. – O fim e o princípio, Museu da República;
34) 23 dez. – Sou feia mas tô na moda, Unibanco;
35) 26 dez. – Casa vazia, Odeon;
36) 27 dez. – Quem somos nós?, Paissandu;
37) 29 dez. – E se fosse verdade, São Luiz;
38) 30 dez. – Apenas um beijo, Unibanco;
39) 30 dez. – A passagem; Unibanco Arteplex;
40) 30 dez. – Cinema, aspirinas e urubus; Unibanco.

( 12:47:32 AM ) Desengavetado por Someone #


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Sábado, Dezembro 24, 2005
 
Vou dormir... Boa noite e um bom Natal a todos! ;-)

( 11:08:47 PM ) Desengavetado por Someone #


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Quinta-feira, Dezembro 22, 2005
 
Filmes 2005

Vi apenas 33 filmes em 2005. Quero chegar a 40 antes de o ano terminar. Será que consigo?
O Odeon vai ajudar. ;-)
Depois (talvez) ponho a lista do que assisti por aqui.

( 10:06:10 AM ) Desengavetado por Someone #


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